Há poucos meses, publiquei um livro no qual proponho um modelo para a agropecuária brasileira, o seu título é Biobras, no qual mostro que uma das mais dignas profissões, a de agricultor, está em extinção.
Atualmente, o que tem e bastante são donos de terras os chamados empresários rurais, grandes e pequenos, cujos capitais empregados na aquisição de terras ou se originam de outras atividades econômicas, ou são doados pelo Governo Federal, no caso dos chamados sem-terras, não tenho ouvi do dos jovens brasileiros manifestação de vontade de seguir esta profissão, diante das dificuldades por que passam os agricultores e seus filhos, naturalmente, acompanham, nem estes querem abraçar a profissão dos pais.
É uma pena, pois, o verdadeiro agricultor é , antes de tudo, um ecologista entende, por exemplo, que para bem se criar um boi é necessário sombra e água fresca, isto é, ele não derruba as árvores e mantêm as águas superficiais que delas se utiliza, ou sobre elas mantêm domínio, em boas condições para consumo humano e animal.
Outra extraordinária profissão é a de professor, nesta como os seus profissionais não têm que submeter às regras do mercados ávidos por lucro, como os agricultores, depende apenas da sua abnegação a ponto de ser remunerado com salários baixos, longe de corresponder à importância que esta representa, sendo um verdadeiro sacerdócio, que muito engrandece a quem a ela se dedica.
Como ex-professor e agricultor, com muita satisfação dou parabenizo aos professores pela passagem de mais um “ Dia do Professor “, e também aos agricultores também pois sem eles não haveria alimentação, muito menos o seu “ Dia “.
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