A agropecuária nacional só irá se desenvolver e com isto trazer benefícios à sociedade local, quando o Governo Federal deixar de olhá-la com viés ideológico.
O Governo Militar, de direita, privilegiava os grandes produtores, o dos últinos 16 anos, tidos como de esquerda; só, os pequenos.
Há de ser valorizado o produtor brasileiro independentemente de sua capacidade econômica, e à medida que um quilo de mandioca alcançar preço justo, tanto os pequenos como os grandes a cultivarão, aliás, os pequenos produzem, atualmente 87% da produção nacional deste produto.
Ao invés de considerá-la como uma atividade econômica, como uma indústria que tem por finalidade, numa exploração sistemática do solo, obter produtos vegetais, é preciso considerar que a indústria rural é um dos fundamentos para a organização e desenvolvimento de um povo, ficam pondo apelido nas palavras: Pequeno Agricultor vira " Agricultor Familiar ", invasão vira "ocupação".
Atualmente os apelidados de " Familiares " produzem só o que é mais difícil, os de retorno financeiros mais incertos, como mandioca, feijão, suínos e leite, em razão da politicagem, além de pobres ganharam um novo adjetivo, inadimplentes, pois, 90% deles não conseguem pagar os seus financiamentos bancários.
O IBGE classifica como 'familiares" os agricultores com suas propriedades com tamanho limitado à 4 módulos rurais e pelo uso predominantemente da mão-de-obra da família.
Portanto, nada a ver com o conceito de família, que diz respeito aos que vivem sob o mesmo teto ou também à sociedade conjugal.
Tomam um fator de produção como se fosse um todo, para, com objetivos políticos, parecer que sendo familiares são bonzinhos não invadem, ocupam.
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Um comentário:
Criticar governos ( de direita ou esquerda) é muito fácil para uma grande parcela de agropecuaristas.
Não seria o momento de olher para a própria classe? Há quanto tempo o presidente da Faep defende interesses próprios e se reelege sem oposição alguma de sindicatos rurais e produtores?
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